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Da Rua Que Vejo – II

Saca-rolha polifônico, boca surda & seca,
Pandemônios a la carter, divisórias de vidro,
Zebra na interface, vírus no sistema,
Parando de ranger os dentes, balas de café,
Recibo inválido, extrato desaparecido,
Conta gotas na conta corrente, migalhas,
Quantos chapéus em trabalhos distintos,
Desmarca, desmancha, despenca tudo,
Pilha a agonia no chão duro, rasos,
Até que pisca com a cara no concreto,
Passageiro alucinógeno na variante cidra,
Unhas no pescoço, convescote argentino,
Carregou pedras d’água para ficar chupando,
Boiou feito garrafa de whisky vazia,
Recebeu pizza sem recheios de novo,
Uma conta bem alta pela vadiagem,
Furo na sola do sapato, rasgou a calça,
Arroz queimando na panela, sorte?
Caiu a lata & com tanto espaço no mundo,
Tinha que premiar o pé mais aflito.
Último cigarro, acabou de fechar a venda!

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 26/10/2006
Reeditado em 26/10/2006
Código do texto: T273778
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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