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ACRIANÇAMENTO

passam-se os dias,
o corpo fica o mesmo!

de primeira,
teu olhar bateu na minha alma,
nesse encontro de olhos parceiros
almas semelhantes sentem uma inusitada
coceira nos dedos e vontade de casar.

desacostumado às alianças
o dia passa
e o corpo é o mesmo!

mais aguçada,
tua bunda, de tamanho exato,
tão proporcional a tanto recato
ficou de costas, sentiu-se envergonhada
deu de bruços, espreitou-me insólita.

desacostumado com a paisagem
o dia passa
e o corpo continua o mesmo!

mais acomodados,
nossos cheiros de acasalados
pelo dia-a-dia conquistado
acostumaram-se com o bem-querer da vida
à espera da mesma essência do perfume.

desacostumado com o cheiro forte
o dia passa
e o corpo permanece o mesmo!

mais descobertos,
sob a pouca colcha de linho
sem medo do escuro quarto
acomodamo-nos com a falsa cama de dormir
rangida sem o alarido dos despertadores.

desacostumado com a maternidade
o dia passa
e o corpo sustenta o seio
da amante de alma e leite

acostumada com o corpo adulto
dos dias de ontem
tão ameninados
quanto a pureza da nudez.
Djalma Filho
Enviado por Djalma Filho em 25/06/2005
Código do texto: T27559
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Djalma Filho
Salvador - Bahia - Brasil
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Djalma Filho