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Da tua importância

De mim a mim mesma
Tu morres quase todos os dias
A partir da cena que me deixas
Até os aplausos que me expurgam.

Se foi-te, não existe
Se deixou-te não existir
Não persiste.

Até a hora que te vejo
É inexistente a tua paisagem:
Até o momento que te desejo
Te excluo em minha margem.

Então apareces trôpego
Nas lembranças, na memória
E te tornas nu, não mais falecido
O que era escória
Se afirma em gemido.

Se rebentas em desassosego
Me provocas em tumultos
Se queres, não pondere
Se me afogas, não perdure.

Não puerilizes essa data
Nem martirizes meus pedidos
Se me queres, me compre em dobro
Se me expulsas, me extinga em fogo.
Maria Clara Dunck
Enviado por Maria Clara Dunck em 29/10/2006
Código do texto: T276899

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Sobre a autora
Maria Clara Dunck
Goiânia - Goiás - Brasil, 30 anos
73 textos (4623 leituras)
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Maria Clara Dunck