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ENCONTROS INSÓLITOS

Ouço o bater à minha porta.
Domingo ! Quem haveria de me cobrar algo ?

Tranqüilo, passo a atender como um ser humano deve ser,
Antes, preocupado com o semelhante e disposto a ajudar.

Qual não é a surpresa ao ver aquele senhor, humilde, da paz,
Com o seu semblante “bonito”, gostoso de ver, agradável.

O meu defensor anônimo no passado, que só há algum tempo conheci,
Hoje, após ter passado o que eu não consigo sequer imaginar,

Vem, humildemente, como se nada tivesse feito por mim,
Me trazer frutas, fruto da sua própria plantação caseira.

Surpreende-me, a sua peculiar forma de ser, tão humilde,
Fico, até, a pensar o quanto sou pequeno, diante tamanha virtude !

Aceito o “dado”, de bom grado. Feliz por ser lembrado.
Na verdade, naquele momento, de fato minha fruteira vazia estava,

E, o mais importante, o valor imaterial manifesto por uma lembrança,
Por amor ao próximo, por preocupação em mostrar o que pouco existe.

Hoje, o que comemos, geralmente está de uma certa forma “drogado” !
Ao abrir a porta aceitei a generosidade de quem valoriza a natureza.

A gratidão, não se mede, em momentos e atos, mas pelas intenções ...
E assim, vejo, numa pessoa invulgar, o amigo que sempre quis ter !

Obrigado, AMIGO ! Por simplesmente você existir, já é muito ...
Obrigado senhor Dionísio, por poder compartilhar contigo a sabedoria

Ainda oculta em minha mente, mas, na forma de filho, aberto às suas
Preleções, conversas amigas, orientações e incentivos de coragem.

Aliás, não conheço, hoje, exemplo maior de sabedoria, coragem e, de
Pura e desinteressada FRATERNIDADE !!!

Muito Obrigado !


Por Alexandre Boechat
Em 29 de Outubro de 2006.
Alexandre Boechat
Enviado por Alexandre Boechat em 29/10/2006
Código do texto: T277050
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Alexandre Boechat
Petrópolis - Rio de Janeiro - Brasil, 58 anos
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Alexandre Boechat