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CEDO


E hoje... quem bate ou pretende bater,
Se os lírios, nem se abrem à brisa?
Em sono, profundo, sorvendo...
A seiva, ao canto do bem-te-vi.
É ainda madrugada, sem holofote da lua,
Minguante, vexada do sol ausente.

Ao fundo, o lago, prato de algas,
Porcelana líquida, pintada de estrelas,
Ondulado do vento, acorda.

O vaga-lume, ébrio do néon da noite,
Em ziguezague, busca a mata fechada,
E o céu, se rasga de azul,
Apagando os candeeiros de astros.
Sem rastros, se faz o dia...
Quem bate, que espere!
Estes olhos cansados, ouvidos atentos,
Nem ousam mover-se, antes que findo
O espetáculo do amanhecer.
Gustavo Schramm
Enviado por Gustavo Schramm em 30/10/2006
Código do texto: T277188

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Sobre o autor
Gustavo Schramm
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 36 anos
88 textos (4350 leituras)
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Gustavo Schramm