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Tarde no Arpoador

De loiro esplendor é a tarde que incendeia.
Um cacto purpúreo no horizonte.
E a branca magra que salta e serpenteia,
Com a mesma sutil graça de ontem.
 
Na areia pousa a máscara de candura
O seu destino segue! E lá vai ela
E nas casas brancas o sol é loucura,
Nas mãos sangrentas das vielas!
 
Que linda tarde ensolarada no Arpoador!
Molhos de rosas vai deixando cair do céu
Que ao desfolhar Apolo se travar em amor
 
E em gestos emocionantes sobre meu ser,
Milagrosas, as tuas mãos trigueiras,
Decrépitas, são as asas do sol a viver
R J Cardoso
Enviado por R J Cardoso em 01/11/2006
Reeditado em 01/11/2006
Código do texto: T279113
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
R J Cardoso
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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R J Cardoso