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Eu, Barrabás!


  Eu, Barrabás!

Havia chorado todas as lágrimas,
o arrependimento era profundo,
era a primeira clausura.
Uma voz suave, do anjo guadião,
ao meu ouvido:

"Amanhã, ao meio dia,
liberdade com as doze badaladas,"

outras vezes se seguiram,
um desdobramento, uma viagem, uma visão.
A resposta sempre presente, imediata.
Por curiosidade, percepção, a observação:
Algo, alguém, sempre ficará em meu lugar.
Um gafanhoto, um bandido, um vagabundo.
Toda liberdade tem seu preço:
Para cada vida surgida, outra ceifada.
Sempre houve alguém pagando por mim.

Por mim, Barrabás!

Zion Freire
Zion Freire
Enviado por Zion Freire em 01/11/2006
Código do texto: T279347
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Sobre o autor
Zion Freire
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 66 anos
65 textos (2563 leituras)
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Zion Freire