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NAÇÕES GERAIS


Enseadas, baías, coqueiros, o cheiro
do mar investe nos trópicos, ei-lo
que chega cantando, gingando,
mulato, candango, futuro doutor,
poeira de água salgada pingando
do corpo que é feito de dendê e amor...

Bandeiras, esquinas, barracas, cajú,
marombeiros, morena de doce molhado,
que chega um perfume de rosas,
é dela esse mundo de casas,
de coisas, de asas que usa
por baixo da blusa, peitinhos em flor...

Que fez foi bem feito essa terra,
essas cores que saltam por cima do escuro,
ainda que haja muros há também quem olhar,
nações proibidas que gestam mil seivas,
a seita perfeita é de quem sabe amar,
tijolos desmancham-se tolos,
a brisa do novo visita quem crê,
varandas, as redes que pescam
entregam às festas da isca o prazer,
nações proibidas, o sangue que ferve
na roda, no samba, explode alvoroço,
real é ser outro sem deixar de ser.

Do alto das rochas seus fortes
perscrutam os barcos da sorte,
ainda que o norte seja compensador,
preciso é buscar o tesouro
que ainda escondido é ouro,
nações gerais em seu puro explendor.
 
 




















Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 01/11/2006
Reeditado em 01/11/2006
Código do texto: T279501

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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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