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Real-Idade


  Real-Idade

Dói na alma a chegada da real-idade,
um mundo cinzento e sem encantos.
A juventude que passa
e as decepções de amor.
Eu amei e amei só.
Cinquenta céculos de sofrimento,
uma eternidade de solidão e dor.
Resistir e lutar contra o sistema
só me trouxe porradas e algemas.

Um alçapão, um abismo, foi aberto.
Demônios e fantasmas, imagens e mitos,
fluem tomando a mente. E o corpo,
como bólido, é jogado ao inferno.

Minha alma não é reacionária
ou impetuosa e revolucionária.
É simplesmente, visionária.
Tudo o que possuo é uma estreita artéria,
bastante esclerosada pelos medos do mundo,
por onde fluem anseios de liberdade.
Por isto busco o conhecimento, a verdade.

Meu coração não me pertence,
pertence ao amor, à existência,
à vida, à eternidade.
Coração romântico e boêmio
que em tudo vê beleza
e que exala poesia.
Amo os sonhos e as paixões,
me encantam as ilusões.
Prefiro mil vezes a fantasia,
os exageros da minha heresia.
Imaginar que te apaixonarias
por meu corpo e minhas canções
e noites e dias de intensa orgia.

Zion Freire
Zion Freire
Enviado por Zion Freire em 02/11/2006
Código do texto: T280421
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Sobre o autor
Zion Freire
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 66 anos
65 textos (2563 leituras)
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Zion Freire