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Dia de Finados


Nesse dia de finados
Os cemitérios, de gente ficam entupidos
Os vivos relembram seus mortos
Os seus entes mais queridos

As igrejas convidam os fiéis
Ouve-se o ressoar dos sinos
E a vida nos convida a lembrar
Que é etérea e cheia de sacrifícios

E isso tudo me faz pensar
Que se morre quando se está vivo
E que vida é vislumbrar
A criação com os olhos do espírito

E então passo a desejar
A verdadeira vida, o infinito
Com meus entes queridos estar
E na paz de Deus me sentir vivo

Hoje é dia de finados
Tenho pressa, me sinto aflito
Quero logo me libertar
Dessa vida sem sentido

Eu sei, sou livre para amar
Mas o amor tem seus desígnios
Só me sinto livre para poetar
As bobagens que eu sinto

Sinto falta de você meu pai
Tua força e teu sorriso
Não consigo me adaptar
A viver nesse desvario

Minha vida não tem graça
Se acabou quando partiste
Mudei-me de terra e de lugar
Mas tua falta me aflige

De tuas lições quero lembrar
E honrar a tua estirpe
Então vou me resignar
A viver sem o teu convívio

cacaubahia
Enviado por cacaubahia em 02/11/2006
Reeditado em 22/03/2009
Código do texto: T280480

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Sobre o autor
cacaubahia
Londrina - Paraná - Brasil, 56 anos
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cacaubahia