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E eis que há chuvas no mar...


E a chuva que cai imensa sobre o mar,
mistura nuvens à procura de um lugar,
ousando melodias e, em seu estranho cantar,
soluça espumas - névoas pelo meu olhar.

A chuva, pelo mar, em toda a intensidade,
ao aspergir, insana, restos de saudades,
recolhe ares de todas as eternidades
e nada ondas revoltas ao querer pousar.
Sobem aos céus os mais ínfimos segredos,
ressoam ecos úmidos destes meus medos
e cai uma gota, única, como a esperar...
Todas as outras gotas, de tristes temores,
navegam por rumos de perdidos desamores
e cobrem-se pranto, nas areias, a descansar.
Todos os sonhos adormecem, e já molhados,
são murmúrios de outros sons desenrolados,
refletem-se e roubam, em brilhos prateados,
desordenados vôos de ilusões fugidas,
as luzes do mar, esta alma e outra vida.

E chorem lágrimas a vagar,
pelas chuvas que caem no mar...

Ida Satte Alam Senna
Enviado por Ida Satte Alam Senna em 04/11/2006
Código do texto: T281690
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Sobre a autora
Ida Satte Alam Senna
Santa Vitória do Palmar - Rio Grande do Sul - Brasil, 70 anos
111 textos (2723 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 02/12/16 18:24)
Ida Satte Alam Senna