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OBSERVANDO ROSAS

Ó rosa por que não escondes
Da tua haste o espinho
Se no jardim, entre as flores,
Sempre foste a mais formosa?

Será que foi desengano
Que a fez tão prevenida
A ponto de ferir a mão
Que carinho lhe dedica?

Teu frescor me surpreende
Ó bela rosa carmesim,
Faz-me lembrar o dia
Que no altar eu disse “sim”.

Para mim és como um livro
Aberto em páginas de pétalas,
Fechado é severo cofre
Guardando secretos desejos.

Ó vento não despetales
A  vermelha rosa da paixão,
Tingida que foi um dia
Com o sangue do coração.

Nada se iguala a ela
Em perfume, beleza e cor,
Maciez de tenro seio
Corpo de jovem mulher.

Amiga na hora derradeira
Entre soluços amargos
Enfeita o leito de quem dorme
O sono da eternidade.

E quando chegar teu fim, minha rosa,
Usarei de pompas e circunstâncias
Para sepultar-te seca entre as lembranças
Do dia em que viçosa, a mim, tu chegaste.

26/06/05.
Maria Hilda de Jesus Alão
Enviado por Maria Hilda de Jesus Alão em 27/06/2005
Código do texto: T28217

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Sobre a autora
Maria Hilda de Jesus Alão
Santos - São Paulo - Brasil
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Maria Hilda de Jesus Alão