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CONSPIRAÇÃO

Conspire.
Conspire para respirar.
Conspire a favor do ar.
Que não tem advogado, nem pai, nem mãe,
Nem beleza estética que o salve da secura do plástico,
nem tem de uma selva dizimada o ar bombástico,
só tem teu pulmões, tua rede intrincada,
para solfejar canções ainda não respiradas.

Conspire.
Conspire para estar.
Conspire a favor de perpetuar.
Que as células que brotam na nova e alva floresta
não têem enigmas que se respondam com o que resta
de funcionários brancos, sacros, hospitalares,
alvos táticos em batalhas nucleares,
descobrir o vir é o que foi ver
quando chegar a hora de crer.

Conspire.
Conspire para sonhar.
Conspire a favor de flutuar.
Sobre altas torres e seus enésimos andares,
andar sobre águas pegajosas como se fossem mares,
o que resta do homem é o homem dentro do homem,
como se o que resta da fome é a fome
dentro da fome que a si própria come.

Conspire.
Transpire conspiração.
Conspire os suados e secretos gestos
que pode levar à dissolução
do que andam dizendo pelos corredores,
que seremos menos que robot's
e bem menos que atores,
que histórias como a da Bíblia e seus personagens
serão contos futuros em grandes viagens,
porisso é necessária a conspiração,
para quando a verdade, morta,
for enterrada com grande pompa,
lhe tenha como seguidora
essa maga transcedental
chamada ilusão,
que a pele lhe rompa.

Conspire.
Pratique conspiração.
É como ópera.
História cantada
no palco do coração.

Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 06/11/2006
Reeditado em 06/11/2006
Código do texto: T283818

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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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