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Lixo

                                   Lixo





Nunca serei mais ninguém
Porque não sou nada para além de mim.
─ O carro dos homens do lixo
Acabou de passar ─
Fico sem saber
Se vou ou não num desses contentores
Desperdício deixado à porta da rua
Numa dessas ruas,
Todas diferentes e todas iguais,
Como incaracterísticas e iguais e indiferentes
São todas as metrópoles
De todos os continentes.



Moisés Salgado
alestedoparaiso
Enviado por alestedoparaiso em 06/11/2006
Código do texto: T284159

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