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BORBOLETA SEM ASAS

Não sou dona de meus próprios passos.
Qual borboleta sem asas,
procuro refugio seguro
Qual vaga-lume cego,
vôo vagarosamente por estradas tortuosas
e caio em total imobilidade.

Desorientada, repito-me em mentiras sinceras.
Escolho minhas máscaras e tribunais,
Liberto feras e fantasmas,
Legião de estrangeiros que em mim habitam,
Amores ausentes que alimento e nego.

Entre as serpentes e as estrelas,
Procuro por meu ritmo essencial.
Entre o medo e desejo,
Quero entender como o dia se dissolve na noite,
O movimento e compasso das marés
No profundo diálogo da terra e do mar.

Desejo declarar paz, voltar para a quietude
Reencontrar a alegria e
o amor nascidos do prazer sem esforço
Me nutrir e revigorar nos mistérios da lua cheia
Na teia que separa morte e vida

04/01/2005
Sonia Benato
Enviado por Sonia Benato em 07/11/2006
Código do texto: T284461

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Sobre a autora
Sonia Benato
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Sonia Benato