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CAMINHEIRA

Caminheira, sigo pela senda,
Trilho a estrada estreita,
Vereda do aprendiz,
Procurando desvelar os mistérios da alma.

Teias enredando, engendrando,
Assim do nada, sem começo ou fim,
Sem sentido ou magia.
Enigmas insondáveis, que se revelam
e me descobrem...

Não sei se ainda estou ou se parti.
Estou tão mais simples do que sempre!
Ansiando por encontrar o singelo que é ser,
Na impalpável beleza do amor.

O indistinguível me acena.
Sim, sou eu mesma quem estou lá!
Viajo, sem rumo certo,
Levando na bagagem apenas interrogações...

Incoerente, alegre e livre
no sopro do vento,
diluo os limites e as prisões das certezas
e me espero lá.

Pretendo me alcançar,
me sinto mais longe
sequer sei meu nome,
não sei de mim.

Perco a lógica e o texto
Grito um pacto de silêncio
Saudosa de um futuro que não há.

Pronta para fazer revoluções e poemas,
Descobrir continentes e mundos,
Caminheira, sempre, sobre o mar e a calçada,
Sobre a ponte que conecta ao fio
que sigo para me encontrar.

20-03-2002  Início de Áries, Ano do Sol
Sonia Benato
Enviado por Sonia Benato em 07/11/2006
Reeditado em 07/11/2006
Código do texto: T284463

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Sobre a autora
Sonia Benato
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Sonia Benato