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UMA VOZ APENAS





Uma voz apenas tenta ecoar
Mas muda está
Sem forças para proferir verdades
Ante às mentiras, as falsidades
Uma voz apenas...
Sem rosto, sem timbre, se retumbância

Uma voz cansada, desgastada pelo tempo
Um simples arremedo,quase um sussurro

Ouvidos moucos, ante o vozear falido
Faz passar-se desapercebido
O grito cruel da ditadura íntima

Uma voz aguda de fino timbre
Ergue-se em protesto à vilania
Mesmo enfastiada, ressurge forte
Livre do acinte perante a ameaça de morte
Um grito gutural emerge da garganta
E aos céus manifesta a prece santa
Não há ditadores que sobrevivam
Eternamente em circo de horrores

A voz, já mais possante, empunha a clava
de um amor maior, maior que água, maior que lava
só não mais intenso que o amor de Deus
e no seio da família abriga
o refúgio à voz cansada...
descansa voz, em plena madrugada!
Denise Severgnini
Enviado por Denise Severgnini em 27/06/2005
Código do texto: T28487

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Sobre a autora
Denise Severgnini
Novo Hamburgo - Rio Grande do Sul - Brasil, 57 anos
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16 áudios (8882 audições)
311 e-livros (34109 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 13:04)
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