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Parei de pensar ao deparar-me
com teus olhos azuis.
Mais não é o mais importante
serem os teus olhos azuis.
Eles poderiam ser verdes
ou negros...
Não... definitivamente,
Não foram os teus olhos
que me fizeram ficar muda.

Não, não foram os teus olhos, não só eles...
Nem os teus lábios grossos,
algo libidinosos...
Talvez o teu sorriso,
dentes claros, apesar do cigarro.
Aliás, o cigarro, naquele momento,
não me incomodou.
Havia um charme irresistível
no teu jeito de fumar...

Não foram somente os teus olhos
que me fizeram perder o rumo, a racionalidade,
a noção de  certo e errado.
Talvez os teus cabelos, claros, sedosos;
Eu é que os imaginei sedosos.
Talvez sejam...
Acredito piamente que sejam...
Não só porque são lisos e claros,
O que combina com teus olhos,
mas porque são teus.
Fazem parte de ti;

Talvez a tua essência
é que me fez enveredar
por passagens tão íntimas
e esquecidas...
O teu ser, tua simples existência,
teu indizível magnetismo pessoal...

Talvez jamais fale contigo outra vez,
mas não importa, a tua imagem
ficou impressa na minha memória.
Talvez jamais ouça outra vez a tua voz...
Talvez nunca mais veja os teus olhos
ou teu sorriso...
Não...
Talvez nunca mais dessa maneira.

Marabá, 1998.
Francisca Cerqueira
Enviado por Francisca Cerqueira em 07/11/2006
Reeditado em 13/10/2007
Código do texto: T285098
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Sobre a autora
Francisca Cerqueira
Marabá - Pará - Brasil, 45 anos
44 textos (2065 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 06:34)
Francisca Cerqueira