Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Monólogo do Horizonte Que Nunca Encontrará o Amor

Tento encontrar-te, amor meu,
nas planadas dos horizontes.
Nos coração refugiados.
Mas permanece
tão obscuro,
morto e sem intenção.
Ah! Como queria secar
as águas do paraíso.
Como queria eu,
amar,
ser amado,
como nos sonhos de outrora.
Tu perfeito enigma do destino,
que em meu leito vem brincar...
Brinca de gestos,
saudades...
Brinca de machucar.
Quem me dera não ser poeta,
para forçado, saber o que é amar.
Assim, tantos obscuros e imperfeitos
lugares, deixaria, voltaria, todavia
um dia, ei de voltar.
Mas amor meu, se te encontras tão distante,
ou quem sabe, tão sem nunca ter existido.
O que ei de fazer, se vim ao mundo para amar?
E, quando busco as perfeições,
enxergo horizontes tortos, e sem cor.
Volto ao pranto, sem alma e lugar.
Saber se “eu te amo” pode ser infinito.
Mas o infinito, é sonho de criança.
Deparo-me assim... Distante.
Perto...
Plano...
Torto...

Como será o olhar de quem vê o horizonte?

20/03/11

_____________________________________________
Publicado no Livro:

2011- Coletânea: A Voz dos Ventos
Fábio Aiolfi
Enviado por Fábio Aiolfi em 20/03/2011
Reeditado em 14/12/2012
Código do texto: T2860312
Classificação de conteúdo: seguro

Copyright © 2011. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Fábio Aiolfi
Vila Velha - Espírito Santo - Brasil, 29 anos
113 textos (66005 leituras)
5 áudios (842 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 28/04/17 05:26)
Fábio Aiolfi