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MEMÓRIAS FRENTE A UM ESQUIFE

“Eu faço versos como quem morre...”
Manuel Bandeira: poema DESENCANTO, Teresópolis, 1912.

Esgorja-me o tormento torpe
de me saber tão pequeno
para a rediviva clausura dos vivos.

Por poeta, aprisiono imagens
com olhos lassos.
Aprisiona-me o momento
e nestes encontros sempre morro
um pouco.

Só os amigos
– os loucos que tenho –
são retratos em que me espelho.

E tu, depois de trinta anos,
que me olhas de olhos fechados,
mãos deitadas sobre o peito?

– Do livro BULA DE REMÉDIO, 2006/2009.
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/286744
Joaquim Moncks
Enviado por Joaquim Moncks em 09/11/2006
Reeditado em 02/06/2009
Código do texto: T286744
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Joaquim Moncks
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 70 anos
2581 textos (709794 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 18:51)
Joaquim Moncks