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Desamando



A solidão, às vezes, é uma companhia mortífera,
que ocasiona mortes lentas...
Estupidamente violentas...
Matando esperanças, trucidando lembranças...
Apagando os resquícios de qualquer encontro...
Desarrumando o que parecia pronto...
Abatendo o humor, vencendo o cansaço...
Ingerindo vícios ao tomar minha alma...

E não há bebida que a engula...
E não há cigarro que a trague...
E não há sono que a adormeça...
E me deixo morrer.

A força me abandona, pois já não ofereço resistência.
Sou presa fácil nas teias da dependência...
Amo somente um vazio e me acalmo danando...
Gerúndios intermináveis, nada agradáveis...

Sofrendo...
Querendo...
Estagnando...
Doendo...
Morrendo...
Desamando...

November 2, 2006.


ENIGMA
Enviado por ENIGMA em 10/11/2006
Reeditado em 11/06/2013
Código do texto: T287502
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
ENIGMA
Seattle - Washington - Estados Unidos
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