Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto
Medo da Noite
 
O fulgor matinal é razoável
Meus dias, eu sei como foi
Meus dias, eu sei como é
Meus dias, não sei como será
 
Eu sinto saudade do alvorecer
Dos dias primeiros da minha jornada
Gradativamente vem o entardecer
E a noite incógnita me assusta
 
A alva passou bem célere
Foi muito boa, ausente de dolo
Só tinha vontade de poder ser
Prematuro na vontade, na atitude
 
Essa manhã não tardou
Breve veio e passou, me logrou
E o tempo foi o maior algoz
Trazendo meu entardecer
 
As expressões mudaram, castigaram
Trouxe-me as máculas do tempo
Que me faziam refletir sobre minha história
O que fiz e o que havera de fazer
Agoniza-me o ocaso, eu sei que vou ter...
Saudade, contrição e pressa nas coisas
 
Não imaginava a noite, nem a temia
Agora parece agonia; na minha consciência
A noite inumana vem suprimir os meus dias
Dias que eu queria que não findassem
 
Vejo o lusco-fusco chegar ao meu lado
Ausentando os conhecidos da minha história
Deixando-os apenas na minha memória
Fazendo-me temer a este crepúsculo
 
Não sei como será minha noite
Será ela taciturna, calma?
Será ela sombria, tenebrosa?
Será suntuosa, agradável, satisfatória.
Emerson Mattos
Enviado por Emerson Mattos em 10/11/2006
Reeditado em 27/01/2012
Código do texto: T287723
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Emerson Mattos
Nova Iguaçu - Rio de Janeiro - Brasil
84 textos (4335 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 14:47)
Emerson Mattos