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Sede de Justiça

SEDE DE JUSTIÇA

Minh’alma canta dessas
Melodias indizíveis,
Uma canção distante,
Dolente, quase inaudível.
Noutras notas,
A melodia é forte, vigorosa.
È ventania nos coqueirais,
Das praias Tupinambás,
Dos recantos de minha terra!
Minh’alma às vezes canta
Uma canção tropical!
Tem cores de açucenas,
Bem-te-vis, flores miúdas,
Doas campos verdes,
Das matas, das palmeiras,
Carnaúbas...
Minh’alma canta a canção
Que tem os cheiros da terra,
Dos rios, das matas, das serras,
Dos rincões do meu Brasil.
Minh’alma canta a canção
Dos brancos e dos mulatos,
Dos caboclos e dos meninos,
Desses de pés no chão,
Dos sorrisos mal cuidados,
Que trazem nos rostos suados
Um letreiro que não vêem:
“Tenho fome de Justiça
E de amor tenho sede!”


Joselma de Vasconcelos Mendes
Enviado por Joselma de Vasconcelos Mendes em 11/11/2006
Código do texto: T288424
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Sobre a autora
Joselma de Vasconcelos Mendes
Serra - Espírito Santo - Brasil, 57 anos
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Joselma de Vasconcelos Mendes