Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

De fato

Tempo que se gasta em tempo gasto com você não é madeira molhada:
É tinta fresca... de banco de parque.
Eu sou a memória e a chuva rala da sorte:
Tempo gasto com você são horas aquém de um sonho que nasce.

Pousar em seu corpo é implorar a cinza da tarde
E ver que tudo é chão e o nada é o nada.
Piscar em seus cílios, nuvens escarlates,
Doer e pedir a dor de querer ser alguém em sua memória.

Descer ao cume e subir ao fim do dia que aparece,
Tentar ser a melhor das piores em sua vida.
Brincar de galho que se quebra pelos ventos de pó
E atuar como uma donzela que pelo vulgar se guia.

Perder todo o tempo efêmero no derradeiro cansaço
E saber que tudo fora daquele ninho não passa em vida.
Eu quis ser pós-moderna e me sustentar em mim mesma
E fui pós-romântica na tumba esquecida.
Maria Clara Dunck
Enviado por Maria Clara Dunck em 11/11/2006
Código do texto: T288596

Copyright © 2006. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre a autora
Maria Clara Dunck
Goiânia - Goiás - Brasil, 30 anos
73 textos (4623 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 20:20)
Maria Clara Dunck