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A Cidade

Na moderna cidade, caixa de concreto,
prevalece o ângulo reto.
Na grade, avisa o aviso :
baniu-se o sorriso.
No muro, informa o cartaz :
cães (e donos) anti-sociais.

Sonhos e desejos em Néon.
Grafites escuros em Cryon.
São cavernas dos homens de Cro-Magnon.

Apocalípticos prevêem o Juízo Final.
Bêbados desperdiçam um triste riso. É mais um sinal.

Neuróticos temem a morte por Antraz.
Para os suicidas, tanto faz.
Não há retorno, nem volta para traz.
Que todos descansem em paz.

Velhas putas buscam o que lhes dê sustento.
Poetas tentam sê-lo, mas as rimas não saem a contento.
Jovens mulheres choram um triste lamento.
Atos simultâneos de um só momento.

Quando a noite chega, a cidade dorme.
Novos seres a povoam. Gente disforme.
Citadinos noturnos. Sem luz nem nome.

Carregam suas cruzes. Viajam avenidas
e no fundo, acreditam em outras vidas.
Fabio Renato Villela
Enviado por Fabio Renato Villela em 12/11/2006
Código do texto: T289220
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Fabio Renato Villela
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 59 anos
1758 textos (329750 leituras)
1 áudios (27 audições)
4 e-livros (4102 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 22:45)
Fabio Renato Villela

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