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As Nuvens

As nuvens são brancas, branquinhas
Com jeitinho de algodão
Aí penso, repenso:
Será que são?

Em dias de chuva
cabisbaixas-cinzentas
escuras...
Rompem a claridão
Entoam raivosas, num canto explosão!
Parindo suas águas
voltam às origens
branquedas estão
Aí, encafifofô:
São nuvens de algodão?

Fofinhas nuvens, fofas nuvenzinhas
beijam as montanhas
num gesto paixão
O que produzem essaszinhas,
além de raios, água e trovão?

Às nuvens!
Formas formando arte
em explícitas aparições
Vão vagando, soberanas,
entre pássaros-aviões
Que segredos guardam
desse branco-imensidão?

[...] Frieden, Yasuragi, Shalom, Vrede...
      Paz!

Vêem tudo, são testemunhas,
lá do alto saberão
Que a menininha que as contempla
com tamanha excitação
Não tem outro pensamento
A não ser a doce dúvida:
Seriam nuvens de algodão?
Cecília De Vênus
Enviado por Cecília De Vênus em 12/11/2006
Reeditado em 12/11/2006
Código do texto: T289557
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Sobre a autora
Cecília De Vênus
Sorocaba - São Paulo - Brasil, 28 anos
4 textos (88 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 14:45)