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Tanto quis

Outrora, Dante, nesta selva escura
quis encontrar a Ambrosia que tudo cura.
Quem me dera ter achado, mestre Virgílio,
o Lascio; quem sabe um idílio.

Tanto quis, Heródoto, ter lutado em Platéia.
Ou então, como Jasão, ter tornado mulher a apaixonada Medéia.
Ou ainda, quem sabe, roubar de Quixote a bela Dulcinéia.
Ter sido, Homero, como Aquiles, ou Heitor. Talvez Odisseu e sua Odisséia.

Queria, Hesíodo, cruzar o Lete e conquistar o esquecimento.
Refazer todo tolo conhecimento.
E tornar, Vinícius, tão fugaz quanto eterno esse momento.

Tanto quis, Quintana, esquecer os homens;
ser um só passarinho e apagar seus nomes.
Tanto quis, Drumonnd, voltar para Minas,
aquela que não mais existe. E eu?

Talvez agora, Bandeira, eu só queira ser a matéria
liberta da alma extinta.
Cansei, Pablo, de pescar a luz.
Já não mais, Maiakovski, espero o teu Maio . . .

Eu tanto quis, Carlos . . .
Mas de tão pouco fui capaz,
Que hoje só aspiro a tua paz da paz.
Fabio Renato Villela
Enviado por Fabio Renato Villela em 13/11/2006
Código do texto: T289893
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Fabio Renato Villela
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 59 anos
1758 textos (328601 leituras)
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4 e-livros (4091 leituras)
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Fabio Renato Villela

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