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Tamanduá Assado

Seguia pela estrada, rumo ao pantanal
terra de muita água, gente boa e hospitaleira,
cêdo levantam, cuidam da bicharada e sonham
enquanto cuidam da vida e botam a água na chaleira...

Êta! Pantanal bonito, natureza exuberante
ao longo escuto ainda, uma cantiga do berrante...
mas, derrepente, vai mudando a geografia
o que era verde agora lentamente desfia...

É cheiro de fumaça, será incêndio acidental?
Vou seguindo mais ainda, vejo árvores enegrecidas
pelo fôgo, mato sêco queimando como lareira,
deseperada com trouxa na cabeça, vejo correr a lavadeira...

-O que foi minha senhora? -Fôgo na beira do rio!
-Foi incêndio acidental? - nada, parece fogo de pavio...
É assim, ano após ano, esperamos sempre que a natureza
é forte e se refaz...
Muitos animais morrem, pássaros caem no chão queimadinhos,
Ah! que pena: coitadinhos...

Nem a velha onça, não aguenta mais esse fuá
a falta de respeito com a natureza, com a fauna!
-Encontro mais a frente: assado um tamanduá...
Esta é a sina do ser humano: acabar destruindo
tudo que a mãe natureza foi em milênios construíndo...

-Assim , vi com tristeza na viagem para o Pantanal
um incêndio criminoso, plantas nativas e animais mortos,
Este presente devia ser cuidado, como flor colossal
Pois a natureza é forte, mas não pode ser imortal...

Só Deus e os anjos podem dar ao homem uma lição
para evitar que  continuem
construindo aos poucos a sua própria destruição...
-O tamanduá estava assado!
Manoel Vitorio
Enviado por Manoel Vitorio em 13/11/2006
Código do texto: T290138
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Sobre o autor
Manoel Vitorio
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil, 59 anos
4771 textos (174944 leituras)
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Manoel Vitorio