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Versos

Gládio entre formosuras, rochas nos mares,
De tal modo assente, absorvente,
Entre os acontecimentos manados,
Permanecem os versos, os vossos versos.

Porque se por casualidade no interior das campas
Despertassem os espectros e em fantasias dúbias
Murmurassem orientações de vidas decorridas
E existisse uma agitação de estuações e de lamentações,

- Recomendasse as lamúrias desabadas no planeta
Nos crepúsculos cítricos cercados das muralhas
Dos vossos versos. Todos os versos.

Nas transparências ingênuas que a lembrança grava,
Permaneça a face calada, a melodia aguerrida
Da compassiva preleção. De qualquer preleção.

Só de magistraturas perfeitas imaginarão os eqüitativos,
Nostálgicos da coisa nula, desobrigados de todas as coisas,
Sofrendo ventos intensos, alforriado e incondicional,
Nos anfiteatros de baixela dos tumbas densas.

No meio do mar, das rochas, das obscuridades,
Lerão os versos: destinos de bêbado,
Rochas de tontos. A ofuscação do espectro.
A gravitação do planeta. “Tchau”, antigos versos
E velhos argumentos!
R J Cardoso
Enviado por R J Cardoso em 14/11/2006
Reeditado em 14/11/2006
Código do texto: T290795
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
R J Cardoso
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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R J Cardoso