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Lancei no ar minhas palavras vazias...
Não há nelas nenhuma intenção,
consideração...
apenas tristes pesares...

Fustiguei minha alma com insípidas poesias,
sempre compondo um pouco mais do mesmo...
Lembrando o que deveria esquecer,
chamando o que não mais me ouve...
Tentando não esmorecer...

Tolices que atraem olhares piedosos,
ou a curiosidade sobre os fragmentos de um enigma...
Demais, nada teria, senão a revelação de si próprio,
na mais profunda melancolia...
Intensa agonia...

Permanecer quando todos se vão,
perder o trem, ser a estação...
Fitar o vapor da fumaça indo ao longe,
subindo... sumindo...
E eu simplesmente ficar...

Não, eu não me queixo...
Me deixo, me abandono...
Restam algumas chegadas,
depois de tantas partidas...
Amar, afinal, ainda me cabe
nesses encontros e despedidas...

Diante de mim, mais nenhum caminho.
Construo esperas férreas nesse vai e vem...
Mas a sabedoria me abraça,
à medida que o tempo passa...
E eu sei, ainda há de vir alguém...

Miro incansavelmente o horizonte,
minhas construções situaram-me no ponto.
Avisto outra fumaça novamente...
Sinto no ar o que a alma pressente...
E para outro desembarque me apronto...

September 19, 2006


ENIGMA
Enviado por ENIGMA em 14/11/2006
Reeditado em 12/04/2013
Código do texto: T291302
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
ENIGMA
Seattle - Washington - Estados Unidos
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