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TUA VIDA

E ao tirares os bens
aos animais tornas-te um deles.
Ganhaste com a morte da razão
a racionalidade falsa da ignorância
que te acompanha, que te faz
ser o que nos outros desprezas.

A tua infância...
Um misto de maldições
e preconceitos, agora retratada
com rosas e corações
volta para te assombrar.
É aí que desistes da farsa
e passas à ofensiva do esconder.
Penetras na gruta inviolada
das recordações para tirar de lá
a recordação do esquecer,
a forma de congelar a mente,
o ridículo de sorrir no sofrimento.

Lá não há luz nem sombra
nem sequer penumbra,
apenas um corpo à espera
de uma alma que o possua
para te despejar assim
no universo livre do vaguear.

Permite-me que discorde
mas a tua vida nem sequer começou.
Daniel Delgado
Enviado por Daniel Delgado em 14/11/2006
Código do texto: T291338
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Sobre o autor
Daniel Delgado
Portugal, 30 anos
53 textos (1516 leituras)
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Daniel Delgado