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Ventre

Sinto. Não preciso muito.
É como se feto fosse.
E tragando vagarosamente
o líquido que me alimenta,
crio tônus e rumo ao meu
arrebentamento.
Descubro. E a minha visão
sem máculas, sem trejeitos,
sem censura, queda-se ao
meu deslumbramento.
Frutifico. A cada gota
sorvida, a cada espaço
ocupado, movimento-me.
Ondulações insinuantes
de um ventre satisfeito
Retribuo. E viro nascente
que umedece e esparrama
toda gama de semente...
Êxtase do sentimento!
Ventre saciado,
acaricio o pássaro azul
que cantou tão docemente...
Dora Leal
Enviado por Dora Leal em 29/06/2005
Reeditado em 27/02/2012
Código do texto: T29150

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Sobre a autora
Dora Leal
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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Dora Leal