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Como se fosse

Como se Fosse

Era uma vez, eu estava viva;
Assim como as pedras roliças,
Que zanzam no leito dos riachos.

Era uma vez, eu estava viva;
E os sons e as cores me pertenciam;
E eu criava o mundo e os deuses;
E eu dormia,
E eu acordava.

Era uma vez, eu estava viva;
E amava a mulher que havia amado menina
Que havia amado com os olhos, com os ouvidos;
Com a boca, com a pele, com o sangue;
E, enfim, os ossos;
A alma?
Esta, dela já era há muito.

Era uma vez e eu estava viva
E tinha amigos, uns livros, um consultório na varanda da casa;
E amava, amava como os príncipes!
Os camponeses, os meninos, o Corcunda de Notre Dame;
Amava, amava e amava;
Como se fosse comer feijão,
Como se fosse perder o braço,
Amava mais do que eu...
 
Era uma vez, eu estava viva...
Mulher
Marise Cardoso Lomba
Enviado por Marise Cardoso Lomba em 30/06/2005
Código do texto: T29292
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Sobre a autora
Marise Cardoso Lomba
Resende - Rio de Janeiro - Brasil, 60 anos
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Marise Cardoso Lomba