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Tríptico

Sansão cabisbaixo,
acorrentado às colunas,
fitando os próprios pés,
esperando.
Uma flor de suor
brotando na testa.
Eu sou Sansão.

Plínio, debruçado
na balaustrada.
No horizonte, um negro veludo
encobre Pompéia.
A montanha vomita fogo.
Ele agüarda, o olhar clínico.
Eu sou Plínio.

Maria Quitéria, mulher-soldado,
empunhando a baioneta
na foz do Paraguaçu:
Culote, bota e perneira.
O olho na mira,
a mira no alvo,
esperando.
Eu sou Maria.
Lavínia Saad
Enviado por Lavínia Saad em 20/11/2006
Código do texto: T296091

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Sobre a autora
Lavínia Saad
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 41 anos
98 textos (2875 leituras)
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Lavínia Saad