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RENASCER

Do abismo do meu sono escuro e atormentado,
Vi quando o teu Anjo silencioso
Tocou-me de leve a minha fronte
E falou baixinho palavras que não sei compreender.
E eu, navegador de absurdos, vim à tona sereno.
E sem sobressalto acordei entre as procelas
E vi teu rumo,
Tomei teu prumo
E abri as minhas asas,
Soltei as minhas velas
E sereno parti entre as vagas
Com o olhar mansamente posto na tua estrela
Ao longe, muito longe, brilhando na escuridão.
 
Quero que saibas que estou voltando ao teu porto
Mas, não mais como o teu amo, teu dono,
Voltarei mais humano,
Voltarei para saber se ainda me amas
E, até ter certeza , ficarei ao teu lado
Aberto,
Dado.
 
Vou querer saber primeiro se,
Antes de te dares novamente para mim,
Terás conseguido perceber que não quero mais a tua posse,
Mas sim o teu encontro e que terás também a minha alma
Para dela te fartares.
 
Quero poder perceber o que farás comigo
Agora que aprendi a dividir,
Agora que minha casa não tem mais muros
E suas portas e janelas são avenidas
Para o teu livre andar.
 
Quero poder perceber antes
Se o teu amor incondicional
Saberá o que fazer comigo,
Navegador de absurdos,
Que descobrindo teu rumo
Aprendeu a amar.
 
Mas, se, antes de mais nada,
Não te esquecestes de mim
E, ao me ver novamente,
Incontinente abrires os teus braços
Quero te fazer minha, minha!
Quero te agarrar, te prender,
Te possuir livre,
Eu dono de ti,
Sem a tua posse.
 
De mentira,
Só de mentira serás minha.
Gritarei em silêncio para todas as estrelas
Que és minha, minha, minha!
Embora agora eu saiba que é tudo engano meu:
Não és mais minha,
Eu é que sou teu!
Chico Steffanello
Enviado por Chico Steffanello em 30/01/2005
Reeditado em 23/09/2006
Código do texto: T2961

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Sobre o autor
Chico Steffanello
Sinop - Mato Grosso - Brasil, 58 anos
246 textos (31056 leituras)
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Chico Steffanello