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MAGA

espontânea de beijo mago,
[não és feiticeira nem sábia, não és daninha nem erva]
o gosto da tua boca bem próximo
ao da minha,
uniu o útil ao desnecessário, o incomum ao vulgar,
a lógica ao imponderável,
o homem à mulher
[experientes]
a se gastarem de bocas dadas.
   

espontânea de beijo mago,
[não és mandingueira nem tonta, nem Cola-Cola nem mate]
o gosto da tua boca bem próximo
ao da minha,
uniu o fôlego á falta de ar, o bafo de anjo ao mau-hálito,
a separação ao encontro,
o homem à mulher
[experientes]
a se gastaram em bocas trocadas.

espontânea de beijo mago,
[não és nem calma nem urgência, nem frases feitas nem frases fartas]
o gosto da tua boca bem próximo
ao da minha,
confidenciou-me um perdigoto:
nossas bocas foram moldadas pelos apaixonados

que brincaram de calo e falo
no silêncio ou na algazarra das bocas juntas
[quase inexperientes]
em rimas ricas.
Djalma Filho
Enviado por Djalma Filho em 20/11/2006
Código do texto: T296823
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Djalma Filho
Salvador - Bahia - Brasil
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Djalma Filho