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Lugar-comum


Sinto-me muito triste, hoje!
Não consigo esconder minha frustração!
A Morte virou lugar-comum...
Quem já foi este machado?!

Não existe mais aquele misticismo cinza,
Aquela poeira mágica de admiração
Que envolviam os suicídios.
Aliás, a fábrica dos heróis está falindo!

Qualquer idiota pode pegar sua excalibur de madeira,
Para querer ser Arthur.
Estão mortos todos os suicidas!
Quem já foi este machado?!

Frustrado!
As ceifas românticas das guerras medievais
Transformaram-se em chacinas medíocres!...
Nada que uma novela, bem piegas, não resolva!
(...)
Digam-me onde está aquela imagem imperial?!
Aquele espectro monocromático de foice na mão?!
Ah! Já sei!
Transformou-se num Pálido e magrelo presidente!

E agora? O que fazer com esta carta de demissões?
O que fazer com todas estas lágrimas de despedidas?
Os meus heróis desaparecem!
Sobrou apenas Deus! (Último grande herói!)
Que chatice!!!!
Agmar Raimundo
Enviado por Agmar Raimundo em 21/11/2006
Reeditado em 11/01/2017
Código do texto: T297177
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Agmar Raimundo
Monte Santo - Bahia - Brasil, 38 anos
81 textos (1126 leituras)
8 e-livros (183 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 25/02/17 13:17)
Agmar Raimundo

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