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Lugar-comum



Sinto-me muito triste, hoje!
Não consigo esconder minha frustração!
A Morte virou lugar-comum...
Quem já foi este machado?!

Não existe mais aquele misticismo cinza,
Aquela poeira mágica de admiração
Que envolviam os suicídios.
Aliás, a fábrica dos heróis está falindo!

Qualquer idiota pode pegar sua excalibur de madeira,
Para querer ser Arthur.
Estão mortos todos os suicidas!
Quem já foi este machado?!

Frustrado!
As ceifas românticas das guerras medievais
Transformaram-se em chacinas medíocres!...
Nada que uma novela, bem piegas, não resolva!
(...)
Digam-me onde está aquela imagem imperial?!
Aquele espectro monocromático de foice na mão?!
Ah! Já sei!
Transformou-se num Pálido e magrelo presidente!

E agora? O que fazer com esta carta de demissões?
O que fazer com todas estas lágrimas de despedidas?
Os meus heróis desaparecem!
Sobrou apenas Deus! (Último grande herói!)
Que chatice!!!!
Agmar Raimundo
Enviado por Agmar Raimundo em 21/11/2006
Reeditado em 21/11/2006
Código do texto: T297177
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Sobre o autor
Agmar Raimundo
Monte Santo - Bahia - Brasil, 38 anos
15 textos (371 leituras)
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Agmar Raimundo