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DIVAGAÇÃO

Olhando o mar, as ondas do vai e vem
em me senti no sentido figurado uma pequena formiga
Observei, vi jovens, crianças, idosos e ai eu me perguntei:
qual o segredo que cada um carrega dentro do seu ser?
será de saudade dos que já se foram?
será por um amor frustrado ?
será que é pela solidão?
será que é a dificuldade de fazer amigos?
será que é a esperança de que algo de bom aconteça?
será que são todos formiguinhas como eu?
em busca de paz, de amor, de sentir a força do mar
querendo me dá uma resposta e eu não entendo?
eu não me acho capaz
de compreender porque cada um, cada ser humano
anda correndo atrás de tudo isso
Mas, infelizmente, no mundo conturbado pela violência, pelo egoísmo, pela falta de fé, pela falta de amor,
as pessoas não se inspiram na natureza e se perguntam:
JESUS, DEUS, quantas coisas vocês nos deram e continuam nos dando, pois qual seria o ser humano capaz de construir o mar, o céu, a terra e tantas formiguinhas como eu, no sentido pejorativo  deveriam agradecer dia após dia !

Vem aí o Natal. O que é o Natal?  para a criança que nem sequer tem o pão certo de cada dia, para a mãe que amamenta o filho magro, triste, que talvez nem se crie diante de tanta pobreza?
Eu, como você, como vocês, como as formiguinhas, acompanho a grande multidão na imensa metrópole que é a capital de Pernambuco, que é o nosso País... o Brasil
Choro ou rio?
Se chorar, é de vontade de gritar...
que mundo tão desigual
que deixa uma criança morrer nos braços da mãe esquelética
por casa de tanta fome e outros filhos onde estarão?
nas ruas, se drogando, roubando, matando?  Por que?
Que justiça é essa Deus?
Não serás jamais culpado porque és o nosso Deus amado,o que segura na mão de todos, que quer justiça, trabalho,
dignidade para o homem que deveria viver de igual para igual... Mas, nada, por que não acontece?
Cadê a caridade, a fraternidade,
é só no Natal que se fala nisso?
Acho que não é assim que vossa bondade
queria para os seus filhos
queria o amor entre os humanos,
o amor pelas crianças,
o cuidado com o idoso,
o amor dos filhos com seus pais,
os filhos abraçando aqueles que lhes deram a vida...
a vida que cada um procura dividir, repartir, abraçar
seu irmão
Queremos um natal onde o amor brote nos corações endurecidos
que haja desapego das coisas materiais
que os que têm mais dêem uma alegria  aqueles que nada tem
que amenizem a dor daqueles que a esperança deixou de existir

Se eu sorrir é porque
estou vendo dentro da multidão,
do colorido do natal,
não mais como uma formiguinha,
porém me transformarei em borboleta
pousando nas cabecinhas daqueles que deram
e daqueles que receberam
e voarei alto,
até o infinito
e direi
Obrigado Pai,
Obrigada Jesus,
hoje foi um natal diferente
de crianças felizes
que dirão que Papai Noel existe !

Luizinha
Enviado por Luizinha em 22/11/2006
Reeditado em 22/11/2006
Código do texto: T298272
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Sobre a autora
Luizinha
Recife - Pernambuco - Brasil, 85 anos
11 textos (646 leituras)
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Luizinha