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Pó da Estrada

                                   Pó da Estrada







Mordo o pó da estrada
Evocando um São Cristóvão peregrino.
Calcorreio uma via Ápia interminável
Sem estalagens nem identificações de destino
Vou de cruz aos ombros
Pesa-me ser eu a coroa de espinhos
Enquanto aceno aos pecados um simbólico lenço branco
Assentindo numa condicional rendição
Rebusco uma ermida redentora em mim
E a batalha finalmente
Chega pontualmente ao fim.



Moisés Salgado
alestedoparaiso
Enviado por alestedoparaiso em 23/11/2006
Código do texto: T299364

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