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O BARCO DO PENSAMENTO

Ah..., eu queria, agora..., as palmeiras selvagens!
E o som  etéreo do diálogo dos ventos...
Tudo isso não passa de tênues miragens...
Aqui  estão o gabinete, a caneta, os documentos...

Mas minh’alma anda tão arredia atualmente
Que basta que o trabalho maneire um pouco
Para meu pensamento voar suavemente
Para os mais inusitados sonhos de um louco!

Por isso, me sinto como um sultão no deserto
Com sua caravana junto a um oásis verdejante...
Entretanto o telefone está aqui tão perto!
E seu zumbido infernal sepulta este instante!

Até quando, nos contemplaremos, face a face,
Como inimigos cruéis e recalcitrantes
Como se na vida tudo não passasse;
Como se pudéssemos realmente ser distantes!

Graças a Deus que me resta a Poesia!
Que com seu sopro suave leva meu pensamento
Para onde realmente estar eu queria
Mitigando-me a dor deste momento.

Aracati-Ce, 24/11/2006.

André Breton


André Breton
Enviado por André Breton em 24/11/2006
Código do texto: T300034

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Sobre o autor
André Breton
Aracati - Ceará - Brasil, 31 anos
60 textos (11792 leituras)
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André Breton