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Essa que de alguma forma balança

A cabeça pesa quando se lê e as palavras parecem estar em alto-relevo:
É sinal que se deve parar para não cansar as vistas.
O corpo, que se fatiga sempre por qualquer pequeno esforço,
Lembra-me que dói menos o compromisso que a saudade.
Trotar nas emoções que faltam,
Lamentar um talvez que não deu certo
E deixar os pés balançarem pra fora da rede
É calcular a distância entre o voar e o desabar no chão encerado.

Se eu parasse de ler agora, enquanto vejo o sereno instalar-se na busca,
Eu teria quantos motivos quisesse para não querer ser sua, mas,
Você que se envaidece pelo menor suspiro em prece,
Veria que eu não deixo as lonas desabarem por um martírio doce.

Fico entre as teclas e o lápis,
E escolho o portar-se tímida frente às escolhas certas da vida.
Par é sorte, ímpar é isolar-se;
Eu sei que hoje não passo pelo armarinho que me enfada na esquina.
Daqui a pouco é luz, é meio-dia, e o calor esquenta a vontade de chorar.
Ok, beijos mil, vista grossa: deixe cair uma lágrima, pois logo seca,
Mas foi eu quem recebi um não do sim como resposta.
Maria Clara Dunck
Enviado por Maria Clara Dunck em 27/11/2006
Código do texto: T302832

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Sobre a autora
Maria Clara Dunck
Goiânia - Goiás - Brasil, 30 anos
73 textos (4623 leituras)
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Maria Clara Dunck