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======ODE IMORAL======


Não vou perguntar-te, certamente, se no ano que vem
Vais estar comigo,
Já percebi que esta é a Era
Das incertezas.

Confiro constantemente se meus dedos não estão iguais;
E acordo apreensivo pra ver se o Sol raiou realmente!
Mais cedo ou mais tarde sei que tudo vai mudar...
Minhas mãos estão geladas, pode perceber?

São os gelos eternos dessa Moral polar
Que começa a derreter,
Logo seremos inundados por Ela
Onde estão os salva-vidas?

Faça ao menos o sinal da Cruz, dá sorte.
Sim estou me segurando firmemente,
Mas a tábua dos princípios balança muito,
Preciso de ajuda... Eu não disse a você que esta
É a Era das Incertezas!

Tudo vai dar certo... Meus livros pegaram fogo...
Mas vou descer as escadarias do meu espírito para me reunir
Aos outros
Estão gritando

O nível das águas está subindo
A Moral inunda rápido!
Cuidado! Vocês que estão aí embaixo!

Que merda de tarde triste
Para se reunir aos tristes que gritam!
Para esperar um naufrágio moral!
Mas estou indo, não para chorar, nem para dizer adeus,
Mas para bebermos, bebermos juntos!
 
O barco de salvamento aponta no horizonte
Com sua bandeira amarela!

O último trago, o último aperto de mão, o último abraço.

Estamos salvos da Moral!

Aracati-Ce, 16 de agosto de 2006.

André
André Breton
Enviado por André Breton em 30/11/2006
Código do texto: T305654

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Sobre o autor
André Breton
Aracati - Ceará - Brasil, 31 anos
60 textos (11784 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 10:25)
André Breton