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QUIERO CRECER EN BOSQUES (español y portugu


Quiero crecer en bosques,
levantarme de la humedad del suelo
con la firme convicción del pino
que busca el ancho cielo sin saberlo.
Quiero llegar a ti,
saberme amado,
penetrar tu incógnita figura,
arremeter contra tu miedo incierto,
para saber que somos la espesura
de una floresta llena de misterios
que no teme y que crece,
que brinda a los demás su protectora
maraña de verdes y de flores.
Quiero fundirme en tus ganas de rocío,
en tu silenciosa mirada que ha horadado
el azul de mis pupilas yertas
devolviéndoles un cielo adormecido
que intenta despertar contigo.
Es la lluvia, mi amor, la que cayendo
sobre las verdes copas de los mirtos,
nos germina un mañana de placeres
sin reparar que hoy somos inciertos.
Vente conmigo al bosque, no lo pienses,
nos espera la hierba humedecida
que abrigará nuestro cuerpo adormilado
con su caricia tranquila y cristalina.
Si es que tiemblas de frío,
bastará la punta de mis dedos
para decirte que con mi presencia
no debes temer ausencias ni el olvido.



Versión en portugués

QUERO CRESCER EM BOSQUES

Quero crescer em bosques,
levantar-me da umidade do chão
com a firme conviccão do ipê
que procura sem saber o azul do céu
Quero achegar-me a ti,
me saber amado,
penetrar a tua incógnita figura,
arremeter contra o teu medo incerto,
para saber que somos a espessura
de uma floresta cheia de mistérios
que cresce e que não teme,
que da de si a protetora
maranha de verdes e de flores.
Quero fundir-me en teus almejos de orvalho,
no teu silencioso olhar que perfurou
o azul das minhas pupilas mortas
devolvendo-lhes um céu adormecido
que intenta despertar contigo.
É a chuva, meu amor, que caindo
sobre as verdes copas dos mirtos,
germina em nós um amanhã de prazeres
sem reparar que hoje somos incertos.
Vem comigo ao bosque, não o penses,
espera-nos a erva umedecida
que abrigará os nossos corpos dormentes
com a sua carícia tranquila e cristalina.
Se estás tremendo de frío,
há de bastar a ponta dos meus dedos
para dizer-te que com o meu afago
não deves temer ausência nem olvido.
Alberto Peyrano
Enviado por Alberto Peyrano em 31/01/2005
Reeditado em 31/01/2005
Código do texto: T3069
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Sobre o autor
Alberto Peyrano
Argentina
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