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Sem essa de solidão

Solidão não tem cadeira
Amo, cultivo, não me ausento
Livro-me assim do silêncio
- imposição da solidão

Porque o silêncio imposto
pela asfixia de uma solidão
não me toca, nem me rela
já que a porta aberta
saúda o ar que adentra
espantando a escuridão.

E amo, cativo, cultivo.
Envolvo meus 5 sentidos
na suavidade da emoção.
Arrumo, entôo, desfaço
cama, sala, flores, espaço
- meu corpo em doação.

E a solidão desfeita, sem beira,
não encontrando o sal do alimento
sai em desalento fixando-se no porão.
Que ali se encontre, se ache!
E não tente novamente
fazer-me refém da ausência
- chaga de um coração!
Dora Leal
Enviado por Dora Leal em 02/12/2006
Código do texto: T307854

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Sobre a autora
Dora Leal
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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Dora Leal