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Poeta sem alma

Chora o poeta, lagrimas doridas
chora sentindo magoa infinita
seu dom caiu na terra ressequida
e ali agoniza em profunda desdita.

Entoa o canto do triste requiem
o poeta á sua lira e sua musa
sem animo , entusiasmo, sem ninguem
ficou  no esquecimento em sua reclusa.

Poeta que em saraus encantou tantos
pela leveza das palavras como um canto.
Poeta que festejou amigos noites afora
onde os que lhe ovacionavam estão agora?

Diz maestro das letras e das rimas
para onde foram os aplausos de estima
e os troféus entre os louros concedidos
se estás só, triste, calado e esquecido...

Nao olvides todos os que desprezaste um dia
entre estes, podes ainda ter certeza plena
que estão por perto, sem perder a fidalguia
esperando que se redima, tal qual Madalena...

Percebes que de ti, tudo se foi perdido
fica somente a alma, poeta, estás nú, despido
das vaidades pequenas que te fizeram caido
sem rimas, sem poemas, sem musa...sem sentido.

Poeta que espera talvez um unico alento
seja da vida um amparo em nobre sentimento
seja do alem ,lhe traga o fim, venha a morte
e dê descanso ao que na vida, maldisse a sorte.

Liane Furiatti
Enviado por Liane Furiatti em 02/12/2006
Reeditado em 20/01/2009
Código do texto: T307982
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Liane Furiatti
Curitiba - Paraná - Brasil
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Liane Furiatti