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Água doce

Água doce
maria da graça almeida

Borbulhante, perfumada,
de manhã, ou mais tardar,
abundante ou minguada,
bebo água adocicada
pra minh'alma abrandar.

Boto mel na água doce,
açucaro-a até enjoar.
Se assim doce inda eu não fosse,
nem o espanto de um coice,
nem o doce da água doce
me fariam serenar.

Junto cacos e gravetos;
troco trapos, amuletos,
hei de a morte retardar.
Coso mantas, teço malhas,
com um ponto e muitas falhas,
posso a vida enganar.

Todo açúcar à água doce,
devo ainda acrescentar.
Se assim doce a água não fosse,
nem os fios de várias foices
me fariam sossegar.

maria da graça almeida
maria da graça almeida
Enviado por maria da graça almeida em 04/07/2005
Código do texto: T30900
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
maria da graça almeida
São Paulo - São Paulo - Brasil
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maria da graça almeida