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POEMA AZUL


Desfolham-se as dobras da manhã;
na minha cara
o jorro de luz que me concebe
o poema.

Pelas pedras de rua de chão
o brilho momentâneo de hoje.
Vejam! Há mais de um lugar
em que o verso possa discorrer.

A palavra se esgueira
entre meus dedos irregulares,
ainda nesta manhã
meu poema reles se fará azul
Enzo Carlo Barrocco
Enviado por Enzo Carlo Barrocco em 04/07/2005
Código do texto: T31017
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Enzo Carlo Barrocco
Belém - Pará - Brasil, 57 anos
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Enzo Carlo Barrocco