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Trevas


 
O olhar distante cinzelou o vazio
Do quarto, corpos e mortalhas feridas,
Nas paisagens reclusas e oprimidas,
Que me inundavam nos umbrais do sombrio.
 
E eu, titubeante, fui do leito fatal,
Com lutuosas paixões, suspiros finados...
As velas, beatas, ofuscaram rendados
Da nova cova, de um recente portal!
 
Prossigo então, como a corrente dos rios
Prossegue o rumo dos caudais turbulentos,
A minha marcha solitária e velada.
 
Vou só, mas ciente que estes meus tresvarios,
São algo mais que alienações; são proventos...
São ventos, quimeras; são Trevas toadas!
Cristina Pires
Enviado por Cristina Pires em 06/07/2005
Código do texto: T31470

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Sobre a autora
Cristina Pires
França, 51 anos
87 textos (6702 leituras)
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Cristina Pires