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O Tempo

Quando o Silêncio, nas cicias horas, medita,
Naquele quarto já olvidado no Tempo,
E acorda em fronhas, belas rendas, fico aflita,
Ao ver que o Tempo, foi devasso e sem alento.
 
Quando o Silêncio invade mansamente o ser,
E ficam só os burburinhos memoráveis,
Canto, nas horas mortas, prantos infindáveis,
De Sol a Sol, num bel Ocaso, sem prazer!
 
E os anos passam, docemente, fio a fio,
Nas Primaveras dum remoto tresvario,
Que aqueceram, na noite, lírios tão vetustos!
 
Calo-me, agora! Fica então a velha safra,
Daquele Inverno, que cortou como uma adaga...
Reminiscências de Silêncios revolutos...
Cristina Pires
Enviado por Cristina Pires em 11/07/2005
Código do texto: T32866

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Sobre a autora
Cristina Pires
França, 51 anos
87 textos (6701 leituras)
1 áudios (37 audições)
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Cristina Pires