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ESFINGE

Foi assim que nos encontramos,
quando eu a vi.
Foi logo se pintando.
Céu de mil e uma cores.
Se despindo,
dos véus de seda e de cetim.
Se abrindo como uma rosa
no jardim.
Foi logo saindo de si,
consciente da beleza que é,
E sonhou na varanda,
sonhos de amor
e sensualidade,
admirações para o infinito . . . .
Tinha nos olhos
o que ia  por dentro de si.
Fogo nos olhos de animal
que me disseram:
ou me decifras ou te devoro;
sou mulher,
sou corpo e universo.
E eu a presenteei com as luzes,
dos meus olhos
o cheiro da minha pele,
cores e formas
Despenteei os anéis dos seus cabelos
e perdido neles eu a beijei,
ela esfinge, eu peregrino,
e nos devoramos como dois animais.
Só depois eu a decifrei
e para ela eu escrevi mil versos.
Marco Bastos
Enviado por Marco Bastos em 11/07/2005
Reeditado em 02/10/2008
Código do texto: T33056
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Marco Bastos
Salvador - Bahia - Brasil, 72 anos
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1 e-livros (791 leituras)
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